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FAQ - Artigos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dionísio Carmo-Neto   
Qui, 28 de Agosto de 2008 12:47

Os manuscritos não são publicados por uma série de razões: (a) eles não se encaixam no foco da revista; (b) eles têm um número excessivo de páginas; (c) eles estão vagos em suas proposições (objetivos, justificativa, método, amostra, discussão ou conclusões); (d) a revista pode não ter um editor e, por isso, o responsável descarta os artigos que não gosta, não conhece ou não terá como avaliar; (e) pode ser que a revista tenha interesse no manuscrito, mas não possua reviewers especializados para analisá-los; (f) a revista já pode estar com muitos manuscritos para publicar e não deseja analisar mais por algum tempo; (g) os artigos podem estar escritos numa linguagem muito informal e, por isso, aquém daquilo que a revista requer; (h) a revista pode não ter um espaço próprio e, assim, os manuscritos são recebidos ou tratados de modo aleatório ou sem padrão; (i) a revista pode estar juntando manuscritos para publicar apenas números especiais, sem avisar aos autores dos manuscritos; (j) pode ser que os manuscritos estejam chegando fora do prazo que o editor previa, e, assim não sabe o que fazer com o material que chega; (k) pode ser que o artigo não seja original e, por isso, a revista não tenha como acolher o manuscrito; (l) pode ser que os manuscritos não estejam de acordo com a “linha editorial” (leia-se ideológica) da revista; (m) pode ser que a revista esteja interessada apenas em autores nacionais (ou estrangeiros, ou de certas comunidades ou instituições), entre outras possibilidades. Em realidade, há um elenco sem fim de razões que explicam (embora nem todas justificam) porque um dado manuscrito não consegue ser publicado numa revista ou noutra.


Não! De nenhuma maneira. O Portal Latin Science foi pensando exatamente no oposto disso. Para tanto, idealizou maneiras de auxiliar o autor noviço e dar a ele chances, de publicar trabalhos adequados, revisados, dignos de serem lidos, citados e referenciados em cursos e em congressos. Em sua essência, o Portal tem uma série de itens que busca facilitar a publicação, sem que com isso se desconsidere ou subestime a qualidade. Com efeito, o Portal valoriza e muito a contribuição, ainda que ela precise ser ajustada ao método, aos padrões da literatura já publicada e aceita, ao formato da revista ou da área do conteúdo, a visão ou o paradigma existente e a audiência pretendida ou da revista. Aqui, nenhuma artigo deixará de ser publicado por discordância ideológica, discriminação (etnia, grupo, instituição, comunidade, nacionalidade o que quer que seja). Mas, a publicação de um manuscrito poderá sim, ser postergada, até que o autor altere o primeiro texto enviado para que ele esteja escrito com clareza, precisão, coerência, consistência, objetividade, ética, respeito e sem negligências, agressividades ou constragimentos a outrem. Diante disso, tudo será permitido!


Esta é uma das questões mais importantes que um autor poderia se fazer. Diferentemente de apenas uma revista ou um editor, o Portal Latin Science tem dezenas de revistas que saem em distintos momentos, com diferentes propósitos, atendendo a uma grande variedade de demandas e de usuários. Por um lado, se o manuscrito tiver qualidade ele deverá ser publicado numa ou noutra revista, necessariamente. Por outro lado, nenhum manuscrito será publicado no Portal Latin Science, enquanto não tiver qualidade, não atender os critérios mínimos desejados e requeridos pelos cânones da ciência, do método, da ética ou da tecnologia. Ou seja, em principio há espaço para qualquer artigo ser publicado, desde que ele obedeça as regras! Apenas os reviewers de cada assunto dirão se o manuscrito tem ou não condição de ser publicado. Logo, para se saber se um manuscrito vai ou não ser publicado, ele precisa ser submetido a todo o processo de análise do Portal.

Não! Mas ele deve ter algo de novo, de interessante ou de atrativo. Um manuscrito que diga apenas tudo o que já se sabe, que nada há de inovador não tem nenhuma razão para ser publicado. Contudo, muitos manuscritos que dizem o que tantos outros já disseram mas de uma forma nova, com uma outra abordagem ou linguagem, a partir de uma outra perspectiva, com um olhar ideológico distinto, ou considerando aspectos que não haviam sido incluídos, passam a ter um valor todo especial. Note-se que o que vai ser dito também não precisa necessariamente ser tudo novo. O que deve ser inédito é o jeito do artigo ser concebido, apresentado, desenvolvido, midiatizado, narrado, configurado ou vivenciado. Assim, criar um modelo matemático para o amor é totalmente inovador, apesar do amor existir e ser muito conhecido, bem como modelos matemáticos. O que é diferente é a união dos dois. Escrever usando a simbologia das iguarias do chéf comparando o modo como as idéias e os pensamentos chegam e podem ser percebidos como os distintos aromas, provocam ou instigam os sentidos e as emoções, é algo absolutamente inovador. Trata-se, pois, do autor usar a sua criatividade. É esta capacidade criativa que é muito instigada, buscada e valorizada.


Inédito significa o que não foi publicado ou impresso, o que nunca foi visto, e por isso, uma obra que nunca veio a lume. Porém, outras conotações são passíveis, por exemplo: inédita em um idioma, algo que nunca foi visto num dado grupo ou área. Nem sempre inédito significa um total, mas apenas uma parte e, desse modo, uma forma, um formato, uma organização ou associação com outros conteúdos ou interpretações podem perfeitamente serem inéditos. Desse modo, o conceito de inédito é relativo e, assim, muitas vezes, uma nova roupagem, composição ou uma outra linguagem (figurada, ilustrada, fonográfica ou musicada, entre outras) pode ser considerada inédita. Isso significa então que um mesmo manuscrito de um dado tópico pode ser considerado inédito se ele não tinha uma abordagem matemática, estatística, semiótica ou outra, por exemplo.


Claro! Por um lado, muitas vezes o público-alvo apresentado (digamos num curso) era restrito ou circunscrito a alguma região, idioma, religião ou etnia. Por outro lado, quando o artigo é re-publicado num periódico de muito maior fôlego, maior rigor e abalizado por seus pares do corpo editorial, ele passa a criar uma outra aura a dar um outro impacto, a ter outra egrégora. Cria-se maior respeito ao texto e algumas vezes até ao autor.

Não! Algumas áreas como a filosofia, a matemática e a física teórica não estão diretamente vinculados à realidade e, por isso, não têm qualquer vínculo direto com a realidade, com a empiria ou a experimentação. Contudo, os manuscritos precisam ser bem idealizados, self-contained, coerentes com o que já existe. Precisa ter uma linha de raciocínio que induza o leitor a apreciar o que está sendo exposto. O trabalho empírico é absolutamente necessário, mas muitas vezes, ele só ocorre depois que vários modelos, concepções e constructos teóricos já foram propostos, então um pesquisador resolve testar, experimentar, experienciar, medir ou controlar aquilo que está sendo proposto em teoria. Ambos os ensaios são necessários, mas as formações acadêmicas de um sujeito e de outro são, no mais das vezes, muito diferentes. Com isso, o olhar, o jeito de propor, o interesse implícito, a forma como as idéias são postas e apresentadas divergem de maneira dramática.


Não! Apenas 84% de toda a publicação científica mundial está escrita em inglês. Quando não se escreve em inglês as chances do ensaio ser conhecido, lido, citado e reconhecido entre as grandes frentes da ciência é mínima. De fato, inglês é a linguagem que serve de mercadoria de troca (assim como estatística, a lógica, a metodologia científica, a hermenêutica, a retórica, a semiótica e a análise do discurso) ela está presente em toda a ciência quer se aceite isso ou não. Esta é a razão de porque quando se escreve noutro idioma qualquer que seja, não se está escrevendo para quase nenhum outro cientista, portanto a chance de ser conhecido, lido e citado é mínima.


Sim! Existem alguns padrões por várias razões aparentemente óbvias. A arte não pode ser escrita da mesma maneira que se descreve uma cirurgia, se faz um experimento químico, agrícola ou se desenvolve as equações sobre o comportamento dos planetas. Nesse sentido, em cada área há padrões estabelecidos que precisam ser seguidos necessariamente. Contudo, eles não são camisas-de-força, mas são guias, roteiros, dicas, etapas a serem seguidas. Com o tempo e a prática a criatividade do pesquisador automaticamente se amolda dentro dessas valas, entalhes ou linhas e, então, o desenvolvimento flui como se não houvesse nenhum impeditivo formal. Tudo se passa harmoniosamente, a partir das habilidades do autor, do seu conhecimento, do tom que ele impõe ao texto e da maneira como ele quer ser percebido.


Há um conjunto de critérios entre os cientistas que é utilizado à vontade. Eis alguns critérios extremamente importantes: a linguagem (envolvendo a escrita e a ortografia) ela precisa ser adequada, justa, sem excessos. A estrutura do texto, o leitor espera que no mínimo o autor saiba organizar as idéias e estruturar bem os conceitos e não misturar partes. A concepção da idéia escrita precisa ser inteira, pronta para o entendimento, e o leitor seja capaz de deglutir e digerir sem dificuldade e sem atropelos. A concepção global do manuscrito, significa que o autor precisa conceber o artigo mentalmente antes de começar a escrever o texto, caso contrário haverá ruídos difíceis de serem corrigidos. O valor da pesquisa proposta é algo essencial, por que é que uma revista publicaria algo que fosse destituído de valor, importância, utilidade ou interesse? Há também os aspectos subjetivos da avaliação, apenas acreditar que se está fazendo o melhor pode ainda ser muito insuficiente, é preciso ter padrões autônomos de comparação para saber separar o que está bom, verdadeiro e certo do que não está. A profundidade do conteúdo desenvolvido é algo muito importante, não se pode falar de algo importante sem cuidado, de modo generalizado, sem precisão no que está se dizendo. E, finalmente, a singularidade da pesquisa é o que irá distinguir ela de outras e a fará ser citada, referenciada, lembrada, lida muitas vezes e utilizada em cursos. Estes são alguns dos parâmetros mais importantes para a publicação científica.


Se subjetividade for entendido como opinião, como escolha do tema, como escolha da amostra, como escolha do método tudo isso feito não à revelia, mas segundo a concepção do autor, então é inevitável que haja subjetividade. No entanto, ela é sutil, justificada, e muito disfarçada. Nenhum cientista gosta de dizer (ou que mencionem) que ele foi subjetivo aqui ou ali, apesar disso, as suas escolhas revelam isso inevitavelmente. Ou seja, na ciência, a subjetividade tem sido grandemente controlada e também em sido aceita como algo que não prejudica o conteúdo, não compromete o todo, não invalida a pesquisa e não interfere na conclusão.


Em geral entre 5 e 7 semanas, raramente menos que isso. Contudo, é preciso que o autor observe a periodicidade da revista. Não é o fato de, digamos em Novembro já se ter artigos suficientes para se publicar o número de Março que ela irá logo para o ar. Em realidade o fascículo vai a ar nas datas certas, previstas, rigorosamente. No entanto, para facilitar a pesquisa, e antecipar os autores e leitores de certas revistas, poderá ser colocado em disponibilidade com antecedência os abstracts dos artigos que já foram decididos constar daquele fascículo. Deste modo, os leitores potenciais já saberão o que será publicado, onde e quando, saberão ainda de que se trata, qual a abordagem, a amostra, a metodologia e, assim por diante sem mesmo ter lido o artigo. Por que isso? Isso ocorre tanto em virtude da Internet, quanto pela qualidade internacional dos abstracts. Com isso, o autor que desejar poderá antecipar isso em seu CV, em seu blog, cursos e conferências. Também, isso evita a situação de citações do tipo “forthcoming” que raramente se saberia concretamente quando virá à lume, muito menos de que trata o artigo e suas páginas.


Isso significa o máximo que um autor pode oferecer e ainda ser insuficiente para o grupo de analistas (os reviewers) que irá revisar o texto, e depois a crítica acirrada e aberta de outros cientistas. A qualidade não é um conjunto de opiniões juntas, mas um conjunto organizado de critérios e os sub-itens de critérios que distingue através de notas e pesos, onde, como e porque certos aspectos atendem ou não certas expectativas da audiência. Cada revista científica tem um editor que cuida do fluxo de manuscritos até à publicação, ele organiza toda a revista. Um editor que não percebe o que pode mudar ou melhorar na qualidade de manuscritos e da própria revista precisa ser substituído imediatamente. Ele é o pivot central para não deixar que a revista publique artigos de formato diferente, sem obedecer aos critérios científicos previstos. Uma revista é mais, ou menos, citada pelos artigos que publica, e estes dependem de sua qualidade, importância, impacto, utilidade, diferença. E, é o editor o responsável direto em fazer isso acontecer.

Última atualização em Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 10:37
 

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